Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Valpaços - Praça da República

 

A Praça da República já foi o verdadeiro centro de Valpaços, tendo perdido essa designação desde que o comércio a foi abandonando, uma vez que o progresso também aqui vai chegando, ainda que muito lentamente e, por via disso, foram-se criando outras centralidades que, como se sabe, têm a ver sobretudo com o sector financeiro (os bancos) e com o aparecimento de novos cafés que as também novas construções acabaram por perfilhar.

Todavia, esta Praça da República continua a ter uma importância enorme se tivermos em conta que constitui o centro histórico por excelência da cidade de Valpaços e é aí que, apesar de todos os atropelos à arquitectura que aqui emergia, continuamos a poder observar as marcas da construção que nos legaram os nossos antepassados, nomeadamente, os que aqui quiseram construir as suas residências, das quais me merece, desta feita, uma referência especial essa prédio em granito que se situa no lado Norte da bela Igreja Matriz, sobretudo por manter essas águas furtadas abalaustradas que nos deliciam o olhar e nos suscitam uma forte crítica àqueles que, detendo o poder autárquico, têm permitido ataques soezes a alguns dos edifícios que circundam esta zona da cidade.

E se já se deixou destruir uma parte importante desse património com restaurações de, no mínimo, muito mau gosto, aqui fica o meu apêlo aos proprietários de edifícios com valor arquitectónico para que não provoquem intervenções de requalificação como tantas que podemos observar por aí. Mas, este apêlo dirige-se sobretudo a quem de direito para que, de uma vez por todas, seja elaborado um plano que obrigue a que os projectos de requalifacação de edifícios desta área sejam objecto de elaboração de arquitectos e sejam aprovados somente se se verificar a manutenção da traça original, única forma de Valpaços poder manter e mostrar a quem nos visita uma belíssima parte da sua história.

tags:
publicado por riolivre às 15:16

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Valpaços campestre - Cachão

 

O Padre João Vaz de Amorim, um flaviense de Vilela do Tâmega que dedicou uma boa parte da sua vida à descoberta da história de muitas das aldeias dos concelhos de Chaves e Valpaços, diz que, em 1943, havia um conjunto de doze fogos nesta pequena aldeia a que deram o nome de Cachão, talvez por se situar bem próxima da confluência do rio Calvo com o Rio Rabaçal que, de inverno, corre bem cheio fluindo as suas águas a velocidades alucinantes e levando tudo pela frente.

Pois bem, este pequeno povoado, pertença da freguesia de Poçacos, ali a escassos três quilómetros, no início da década de noventa do século passado já era habitado somente por dois irmãos que, para continuarem a sobreviver, tiverão, então, que o abandonar e rumar até aos Poçacos onde, apesar de tudo, poderiam conseguir uma melhor qualidade de vida. É curioso que a SIC fez, nessa época, uma reportagem sobre a aldeia e, naturalmente, um dos protagonistas é exactamente um desses resistentes.

De facto, a partir daí, o Cachão transformou-se em mais uma das aldeias do concelho de Valpaços a perder toda a sua população dando, desta forma, mais um grande contributo para o tão propalado como indesejável despovoamento do concelho e, de forma mais lata, da Trás-os- Montes.

O Cachão foi habitado por várias famílias ds quais merecem referência especial a dos Ribeiros, que se disseminou sobretudo por Valverde, Poçacos, Vimioso e Lisboa, sendo figura destacada um dos seus filhos, o Coronel Ribeiro. A família Esteves, cujo chefe era conhecido por Badeo, não tendo, porventura, a mesma importância dos Ribeiros, viva porta com porta e dedicou-se à actividade prestamista, tendo conseguido um notável património sobretudo na então vila de Valpaços. Dela resultou um filho muito conhecido por ter concluído o curso de medicina e se ter radicado em Chaves, onde exerceu o seu mister com muita eficácia. Trata-se, como facilmente se recordarão, do saudoso Dr. Espirito Santo Esteves.

Voltarei ao Cachão noutra oportunidade.

publicado por riolivre às 17:03

link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. NATAL 2015

. XXIII ENCONTRO DE FOTÓGRA...

. ...

. VALPAÇOS - PASSEIO LAGARE...

. ARRAIAL TRANSMONTANO

. É NATAL

. EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS

. ILUMINAÇÃO DE NATAL

. Frio com força

. CASTMONTE 2013

.arquivos

. Dezembro 2015

. Maio 2015

. Dezembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Novembro 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

.tags

. todas as tags

.links

.visitantes

.Tempo

Weather Forecast | Weather Maps

.Lumbudus

.Lumbudus

http://farm5.static.flickr.com/4004/5152770955_66cb6367b4.jpg

.Lumbudus

http://farm5.static.flickr.com/4004/5152770955_66cb6367b4.jpg
blogs SAPO

.subscrever feeds